quinta-feira, 31 de março de 2011

Porque a Vocação define a Vida

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3
Há muitos níveis de experiência com vida. Pode-se viver superficialmente, medianamente e altaneiramente. Cada uma destas tem suas próprias características.
Da mesma forma há diferentes maneiras de sofrer pressão. Um pode ser pressionado fisicamente, outro psicologicamente e ainda outro emocionalmente. Cada ser suporta os tipos de pressão diferentemente.
Todos nós fomos constituídos e formatados pelas mesmas matérias: corpo, mente e espírito. E conquanto vivamos circunstâncias totalmente distintas, todos sofremos e nos alegramos, fomos traumatizados, rejeitados, humilhados, amados, felicitados, honrados e ensinados. Somos tão únicos e ao mesmo tempo tão semelhantes.
Sendo assim, por que alguns se sentem tão encaixados na vida, e outros se percebem tão à deriva? O que faz o ser humano acertar o seu passo? Como ele pode se perceber realmente útil? Onde é que está a chave da porta que dá acesso a uma interioridade sadia e verdadeiramente humana?
Em João 6:68 e 69 está escrito: “Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Só tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”
Nesta frase em negrito, encontramos a experiência de Pedro, que estava naquela época da sua vida, se encontrando com a eternidade da sua vida. Em outras palavras, a eternidade tinha tomado conta do sentido da sua existência. Pedro estava se encaixando no seu lugar na existência eterna. Acordar, trabalhar, amar, descansar e dormir havia deixado de ser rotina maçante e sem sentido existencial.
Naqueles dias Pedro havia deixado de ser pescador envolvido com as águas, com o comercio e com as preocupações naturais sobre o dia de amanhã. Não que ele tenha perdido sua habilidade e formação para pescaria, que lhe pareciam definir a vida, antes de conhecer a vocação de Deus, vinda do Nazareno.
Alguns meses atrás, quando ele estava na praia, depois de ter tentado muito pegar algum peixe, já cansado e frustrado, depois de uma noite toda de tentativas sem êxito, o Nazareno subiu no seu barco e lhe ensinou o poder de seguir a Sua palavra. (Lc 5:5 “Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes.”) No final daquele episódio um chamado mudou todo o sentido da sua vida. (Lc 5:10 “Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens.”) O chamado do Eterno trouxe toda a probidade de existência para Pedro. Que apesar de não a ter conhecido imediatamente, no decorrer dos dias, com a convivência e com a continuidade da Palavra sendo dita a ele, mais e mais foi gerando fé e sentido para sua vida, que agora se enxergava eterna.
Simão tinha sido chamado para seguir Jesus pescando vidas. Desde aquele momento sabia que era um seguidor de Jesus, um discípulo. E também sabia que devia imitar e fazer tudo o que Jesus fazia ou ensinava.
Dois verbos que definem nossa experiência com a vida, definem como reagimos às pressões: Ser e Fazer.
Quando Jesus chamou Pedro definiu o que ele seria – DISCÍPULO, e definiu o que ele faria – DISCÍPULOS.
Enquanto caminhava com Jesus, seguindo seus passos e sua orientações, Simão foi sendo penetrado pela vida eterna que lhe reconfigurava através da fé e do conhecimento bem experimental de que aquela vida era uma jornada com o Messias, com o Eterno. Por isso, a sua afirmação tão enfática: “só tu tens...”
Pedro agora vive com Deus, para Deus e através de Deus. Suas obras são produtos desta interação, mesmo quando ele vai pescar. Porque pescar com Jesus, para Jesus e através de Jesus é outra história.
Um dia o Nazareno passou na nossa praia. Viu-nos nos nossos afazeres. Percebeu até onde ia a nossa realização na vida. Analisou as nossas reações a todas as pressões que sofremos. Diagnosticou quem nós de fato somos, não o que nós nos fizemos ser. E com Santa vocação nos chamou. Chamou-nos para Si. E prognosticou as obras decorrentes do que somos com Ele, para Ele e nEle. Então, assim como Pedro, nos tornamos discípulos que aprendem a vida aos seus pés e pescadores de homens que conduzem pessoas aos mesmos pés. Hoje como povo chamado, somos propriedade exclusiva dEle, e nessa interação definimos toda a nossa existência.
Meu querido irmão, é de suma importância que você entenda esta matéria. Há uma vida muito significativa para ser vivida. Vida esta que não é superficial ou medíocre. Que também não é uma simples reação às circunstancias ou pressões da vida. Não é maçante e insignificante. Jesus lhe chamou para perto dEle e isso muda toda história. Nas mãos dEle você se torna a pessoa mais significativa da história. Através de você, Ele quer conduzir outros discípulos dEle para a excelência da vida.
Espero que nesse ano de 2011, enquanto estivermos estudando este assunto, possamos ser levados a um tipo de experiência que nos traga a plenitude da vida de uma forma tão abissal, que só possamos chamá-la de Vida Eterna.
Com muito Carinho,
Sávio
Enquanto Pedro só exercia sua profissão, mesmo que muito honrada e sendo ele cheio de experiência, lhe faltava ainda uma vocação. É isso que muitas vezes não conseguimos entender. Sempre fica faltando um sentido para nossa existência enquanto não vivemos aquilo para o que nós fomos constituídos para ser e fazer.

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