quinta-feira, 31 de março de 2011
Expelindo o Mundanismo com uma Nova Afeição
Thomas Chalmers (1780-1847) foi um dos homens mais notáveis do seu tempo - um matemático, teólogo evangélico, economista, clérigo, político e reformador social, tudo em um. Seu sermão mais famoso foi publicado sob o controverso título: "O Poder Expulsivo de uma Nova Afeição". Nele, expôs uma visão de importância permanente para a vida cristã: não se pode destruir o amor pelo mundo mostrando, simplesmente, a sua vacuidade. Mesmo se pudéssemos fazê-lo, isso só nos levaria à desesperança. O primeiro amor de nossos corações centrado no mundo, só pode ser expulso por uma nova afeição – por Deus e de Deus. O amor do mundo e o amor do Pai não podem viver juntos no mesmo coração. Mas o amor do mundo só pode ser expulso pelo amor do Pai. Daí o título do sermão de Chalmers.
A verdadeira vida cristã, santa e correta, exige, em sua dinâmica, uma nova afeição para com o Pai. Essa nova afeição é parte do que William Cowper chamou de "a bem-aventurança que conheci no momento em que vi o Senhor" - um amor pelo sagrado que parece golpear mortalmente nossas afeições carnais no início da vida cristã. Logo, porém, descobrimos que, apesar de termos morrido para o pecado em Cristo, o pecado não morreu em nós, de modo algum. Às vezes, sua influência contínua nos surpreende, e parece até mesmo nos submergir em algumas de suas manifestações. Descobrimos que nossas "novas afeições" para com as coisas espirituais devem ser renovadas constantemente em por toda a nossa peregrinação. Se perdermos o primeiro amor, nos encontraremos em sério perigo espiritual.
Às vezes, cometemos o erro de substituí-lo por outras coisas. Entre as favoritas, aqui, estão as atividades e a aprendizagem. Nos tornamos ativos no serviço de Deus, eclesiasticamente (ganhamos posições anteriormente ocupadas por aqueles que admirávamos, e medimos nosso crescimento espiritual em termos de posições alcançadas); nos tornamos ativos evangelisticamente e no processo, medimos a força espiritual em termos da crescente influência; ou nos tornamos ativos socialmente em campanhas políticas e moral, medindo o crescimento em termos de participação. Alternativamente, reconhecemos o fascínio intelectual e o desafio do evangelho, e nos dedicamos a entendê-lo, talvez por ele mesmo, talvez para comunicá-lo aos outros. Medimos nossa vitalidade espiritual em termos da compreensão, ou em termos da influência que ele nos dá sobre os outros. Mas nenhuma posição, influência, ou desenvolvimento pode expulsar o amor pelo mundo dos nossos corações. Podem ser, na verdade, manifestações desse mesmo amor.
Outros de nós cometemos o erro de substituir as amorosas afeições pelo pai por regras de devoção: "Não manuseie! Não prove! Não toque!" Esses métodos têm sobre eles um ar de santidade, mas na verdade não têm poder para restringir o amor pelo mundo. A raiz do problema não está na minha mesa, ou no meu bairro, mas no meu coração. A mundanidade ainda não foi expulsa.
É muito possível, nestas diferentes formas, ter a aparência de genuína devoção (quão sutis são os nossos corações!) sem o seu poder. O amor pelo mundo não terá sido expurgado, mas simplesmente afastado. Apenas um novo amor é suficiente para expulsar o antigo amor. Apenas o amor por Cristo, com tudo o que ele envolve, pode colocar para fora o amor a este mundo. Somente aqueles que anseiam pela vinda de Cristo serão libertados da deserção ‘estilo Demas’, causada pelo amor a este mundo.
Como podemos recuperar a nova afeição por Cristo e por seu reino que tão poderosamente impactou nossa permanente mundanidade, e na qual crucificamos a carne com suas paixões?
O que foi que, de qualquer modo, criou esse primeiro amor? Você se lembra? Foi a nossa descoberta da graça de Cristo no reconhecimento de nosso próprio pecado. Não somos naturalmente capazes de amar a Deus por ele mesmo; na verdade, o odiamos. Mas ao descobrirmos isso sobre nós mesmos, e ao tomarmos conhecimento do amor sobrenatural de Deus por nós, o amor pelo Pai nasceu. Em muito perdoados, muito amamos. Nos regozijamos na esperança da glória, no sofrimento, até mesmo no próprio Deus. Esta nova afeição parecia primeiro superar o nosso mundanismo, em seguida, dominá-lo. As realidades espirituais - Cristo, a graça, as Escrituras, oração, comunhão, serviço, viver para a glória de Deus - preencheram a nossa visão e nos pareceram tão grandes, tão desejáveis, que as demais coisas, por comparação, pareceram encolher em tamanho, se tornando insípidas ao paladar.
A forma pela qual mantemos o "poder expulsivo de uma nova afeição" é a mesma pela qual o descobrimos. Somente quando a graça ainda é "surpreendente" para nós é que poder reter seu poder em nós. Apenas quando mantemos uma percepção de nossa própria e profunda pecaminosidade é que podemos reter uma percepção da percepção da benevolência da graça.
Muitos de nós partilhamos das tristes perguntas de Cowper: "Onde está a bem-aventurança que experimentei quando vi o Senhor pela primeira vez? Onde está a visão de Jesus e Sua palavra que significavam refrigério para a alma?” Lembremo-nos da altura de onde caímos, arrependamo-nos e retornemos às primeiras obras. Seria triste se uma profunda análise de nosso cristianismo mostrasse a ausência de uma percepção do pecado e da graça. Isto sugeriria que pouco experimentamos do poder expulsivo de uma nova afeição, se é que o experimentamos. Mas não há vida reta que dure sem ele.
Sinclair B. Ferguson
Dr. Sinclair B. Ferguson é ministro da First Presbyterian Church em Columbia, S.C., e Professor Visitante de Teologia Sistemática no Westminster Seminary. Ele é autor de In Christ Alone.
Foco no gerenciamento da instituição e não no pastoreio de pessoas
Written by Ronaldo Lidório
A influencia da auto-ajuda para finalidades gerenciais da vida crista, ministérios e igrejas, tem promovido uma perigosa associação da igreja local com o modelo empresarial. Uma crescente ênfase tem sido dada na organização de igrejas a partir do bom gerenciamento de pessoas/estrutura/finanças, perdendo o foco da Palavra, oração, adoração, comunhão e evangelismo e enfatizando puramente a estrutura que promova o bem estar e o entretenimento.
Há uma clara diferença entre um chefe, um gerente e um pastor. Enquanto o primeiro faz uma instituição trabalhar para si, e ao seu redor, o segundo faz a instituição trabalhar para si mesma, sua valorização e destaque enquanto instituição-empresa perante outras. Porém um pastor leva a igreja a Deus, desejar Deus, aprender a Palavra de Deus, viver para a glória de Deus. O foco do pastor, em seu ministério, não é a própria igreja, seus resultados visíveis, sua estrutura e sucesso comparados a outras igrejas, mas sim a consciência de que, como pastor, leva o rebanho a servir ao Senhor Jesus. Aqueles que visam a igreja, seu sucesso e destaque, como motivação ministerial podem conquistar excelência gerencial mas serão inaptos como pastores.
Tenho conhecido e observado algumas igrejas bem gerenciadas na América do Norte, porém imaturas e inconstantes. O bom gerenciamento provê a estrutura logística e física que citamos no ponto anterior, desenvolve uma administração ministerial que possibilita o líder coordenar de forma mais prática cada atividade da igreja e por fim trabalha efetivamente com planejamento e metas. Nada seria preocupante se o gerenciamento, em sim, não estivesse sendo encarado, e ensinado, como sendo o fator determinante do nascimento e crescimento de uma igreja local. Um dos líderes norte americanos de uma forte denominação nacional enfatizou que, a despeito da pregação da Palavra, os fatores gerenciais irão determinar o sucesso do plantio de uma igreja local. Uma afirmação das mais preocupantes.
Este engano por vezes influencia a muitos por um longo período devido a maneira como nós avaliamos uma igreja local. Em uma cultura pos-moderna, globalizada e pragmática uma igreja local, bem como um ministério, é avaliado de acordo com o sucesso humano que pode ser observado, tocado e contabilizado.
Nós nos esquecemos de que o desejo de Cristo é ter uma Igreja que o conheça e o siga. E para isto os elementos essenciais para o nascimento de uma igreja local não podem ser definidos a partir do mercado, do consumo, do sucesso quantitativo e projeção no meio mas sim pela maturidade cristã entre o povo, pelo amor à Palavra, por seguirem a Cristo. Certa vez visitei uma igreja no sudeste do Brasil a fim de participar de uma conferencia missionária. Enquanto seu líder me apresentava a sua estrutura física e planejamento de metas entrei em uma sala onde parte da liderança da igreja estava reunida tratando de assuntos pendentes do dia a dia da mesma. Observando um pouco pude perceber o quanto estavam desligados da Palavra de Deus e imaturos nos relacionamentos interpessoais. Ironias e carnalidade eram visíveis na conversa da liderança. Pensei que aquela igreja estava sendo avaliada por Deus mais pela maturidade de seus membros do que pela sua estrutura física e organizacional.
O gerenciamento de um projeto de igreja pode solucionar muitos problemas socio-humanos e contribuir para o desenvolvimento de hábitos pro-ativos. Porém apenas o estudo da Palavra amadurece o povo e o faz se parecer mais com Jesus.
Há 5 dinâmicas cristãs ao redor das quais a igreja deve orbitar: a comunhão entre os irmãos, a oração individual e como grupo, a adoração cúltica a Deus, o estudo da Palavra e a evangelização. Se nos concentrarmos nestas dinâmicas teremos assegurado estar plantando uma igreja-igreja e não uma igreja-empresa.
CONSOLO QUE VEM DO ALTO
TEXTO: Romanos 8:31-39
INTRODUÇÃO: Há quem considere a Epístola aos Romanos o ponto alto das Escrituras.
Martinho Lutero a chamou "o mais claro de todos os Evangelhos".
"Quem a entender, escreveu João Calvino, terá seguramente uma porta aberta para a compreensão de toda a Escritura".
A Epístola aos Romanos tem DOUTRINA, ou seja, verdade sobre Deus e ensinada por Deus. A carta apresenta todos os temas juntos, integrados: Deus, homem, pecado, lei, julgamento, fé, obras, graça, criação, redenção, justificação, santificação, o plano da salvação, eleição, a Pessoa e a obra de Cristo, a obra do Espírito Santo, a esperança cristã, a natureza da igreja, o lugar dos judeus e dos gentios no propósito de Deus, o significado e a mensagem do Velho Testamento, o significado do batismo, os princípios de piedade e ética, os deveres do cidadão cristão, o que é a igreja e como servir a Deus.
João Crisóstomo fazia com que essa carta fosse lida em voz alta para ele uma vez por semana.
Assim como Romanos é considerado o pont o alto das Escrituras, o capítulo oitavo é o ponto alto de Romanos.
Nas palavras de Edward Elton, um comentarista do século XVII, "Romanos 8 é como um favo de mel, bem cheio de doçura do céu e de conforto para a alma".
Nossos conceitos de consolo são apenas sonhos, até que tenhamos uma ideia verdadeira sobre o amor de Deus por nós em Cristo Jesus, derramado amplamente em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Consolo é aquilo que encoraja e anima. É uma certeza cristà.
ELUCIDAÇÃO: Conteúdos de Romanos 1-7.
J. I. Packer divide Romanos 8 em duas partes:
8:1-30 - A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA DE DEUS.
8:31-39 - A SUFICIÊNCIA DO DEUS DA GRAÇA.
1. A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA DE DEUS. 8:1-30
JUSTIÇA - 8:1
ESPÍRITO SANTO - 8:4-27
FILIAÇÃO - 8:14-17,19
SEGURANÇA - 8:28-30
2. A SUFICIÊNCIA DO DEUS DA GRAÇA. 8:31-39
A primeira parte enfatiza os dons. A segunda, o Doador.
O ensino de Paulo é o seguinte:
Pense no que sabe de Deus através do evangelho e aplique essas verdades à vida.
Pense contrariamente às suas emoções. Argumente consigo mesmo procurando afastar-se da tristeza que elas produzem.
Esforce-se para tirar os olhos dos seus problemas e fitá-los no Deus da graça.
ENFRENTAMOS OPOSIÇÃO. PORÉM, DEUS É O NOSSO SOBERANO PROTETOR - 8:31
ENFRENTAMOS PRIVAÇÕES. PORÉM, DEUS É O NOSSO AMOROSO BENFEITOR - 8:32
ENFRENTAMOS ATAQUES E ACUSAÇÕES. PORÉM, DEUS É O NOSSO GRACIOSO JUSTIFICADOR. 8 :33,34
ENFRETAMOS LUTAS ESPIRITUAIS. PORÉM, DEUS É O NOSSO PODEROSO AMPARADOR.
CONCLUSÃO: Erga os olhos para o alto. De onde vem o seu socorro?
A mais alta prioridade para cada ser humano é conhecer o Deus vivo, em Cristo Jesus. (Salmo 27:8).
Pr. Lutero rocha
INTRODUÇÃO: Há quem considere a Epístola aos Romanos o ponto alto das Escrituras.
Martinho Lutero a chamou "o mais claro de todos os Evangelhos".
"Quem a entender, escreveu João Calvino, terá seguramente uma porta aberta para a compreensão de toda a Escritura".
A Epístola aos Romanos tem DOUTRINA, ou seja, verdade sobre Deus e ensinada por Deus. A carta apresenta todos os temas juntos, integrados: Deus, homem, pecado, lei, julgamento, fé, obras, graça, criação, redenção, justificação, santificação, o plano da salvação, eleição, a Pessoa e a obra de Cristo, a obra do Espírito Santo, a esperança cristã, a natureza da igreja, o lugar dos judeus e dos gentios no propósito de Deus, o significado e a mensagem do Velho Testamento, o significado do batismo, os princípios de piedade e ética, os deveres do cidadão cristão, o que é a igreja e como servir a Deus.
João Crisóstomo fazia com que essa carta fosse lida em voz alta para ele uma vez por semana.
Assim como Romanos é considerado o pont o alto das Escrituras, o capítulo oitavo é o ponto alto de Romanos.
Nas palavras de Edward Elton, um comentarista do século XVII, "Romanos 8 é como um favo de mel, bem cheio de doçura do céu e de conforto para a alma".
Nossos conceitos de consolo são apenas sonhos, até que tenhamos uma ideia verdadeira sobre o amor de Deus por nós em Cristo Jesus, derramado amplamente em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Consolo é aquilo que encoraja e anima. É uma certeza cristà.
ELUCIDAÇÃO: Conteúdos de Romanos 1-7.
J. I. Packer divide Romanos 8 em duas partes:
8:1-30 - A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA DE DEUS.
8:31-39 - A SUFICIÊNCIA DO DEUS DA GRAÇA.
1. A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA DE DEUS. 8:1-30
JUSTIÇA - 8:1
ESPÍRITO SANTO - 8:4-27
FILIAÇÃO - 8:14-17,19
SEGURANÇA - 8:28-30
2. A SUFICIÊNCIA DO DEUS DA GRAÇA. 8:31-39
A primeira parte enfatiza os dons. A segunda, o Doador.
O ensino de Paulo é o seguinte:
Pense no que sabe de Deus através do evangelho e aplique essas verdades à vida.
Pense contrariamente às suas emoções. Argumente consigo mesmo procurando afastar-se da tristeza que elas produzem.
Esforce-se para tirar os olhos dos seus problemas e fitá-los no Deus da graça.
ENFRENTAMOS OPOSIÇÃO. PORÉM, DEUS É O NOSSO SOBERANO PROTETOR - 8:31
ENFRENTAMOS PRIVAÇÕES. PORÉM, DEUS É O NOSSO AMOROSO BENFEITOR - 8:32
ENFRENTAMOS ATAQUES E ACUSAÇÕES. PORÉM, DEUS É O NOSSO GRACIOSO JUSTIFICADOR. 8 :33,34
ENFRETAMOS LUTAS ESPIRITUAIS. PORÉM, DEUS É O NOSSO PODEROSO AMPARADOR.
CONCLUSÃO: Erga os olhos para o alto. De onde vem o seu socorro?
A mais alta prioridade para cada ser humano é conhecer o Deus vivo, em Cristo Jesus. (Salmo 27:8).
Pr. Lutero rocha
Porque a Vocação define a Vida
“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3
Há muitos níveis de experiência com vida. Pode-se viver superficialmente, medianamente e altaneiramente. Cada uma destas tem suas próprias características.
Da mesma forma há diferentes maneiras de sofrer pressão. Um pode ser pressionado fisicamente, outro psicologicamente e ainda outro emocionalmente. Cada ser suporta os tipos de pressão diferentemente.
Todos nós fomos constituídos e formatados pelas mesmas matérias: corpo, mente e espírito. E conquanto vivamos circunstâncias totalmente distintas, todos sofremos e nos alegramos, fomos traumatizados, rejeitados, humilhados, amados, felicitados, honrados e ensinados. Somos tão únicos e ao mesmo tempo tão semelhantes.
Sendo assim, por que alguns se sentem tão encaixados na vida, e outros se percebem tão à deriva? O que faz o ser humano acertar o seu passo? Como ele pode se perceber realmente útil? Onde é que está a chave da porta que dá acesso a uma interioridade sadia e verdadeiramente humana?
Em João 6:68 e 69 está escrito: “Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Só tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”
Nesta frase em negrito, encontramos a experiência de Pedro, que estava naquela época da sua vida, se encontrando com a eternidade da sua vida. Em outras palavras, a eternidade tinha tomado conta do sentido da sua existência. Pedro estava se encaixando no seu lugar na existência eterna. Acordar, trabalhar, amar, descansar e dormir havia deixado de ser rotina maçante e sem sentido existencial.
Naqueles dias Pedro havia deixado de ser pescador envolvido com as águas, com o comercio e com as preocupações naturais sobre o dia de amanhã. Não que ele tenha perdido sua habilidade e formação para pescaria, que lhe pareciam definir a vida, antes de conhecer a vocação de Deus, vinda do Nazareno.
Alguns meses atrás, quando ele estava na praia, depois de ter tentado muito pegar algum peixe, já cansado e frustrado, depois de uma noite toda de tentativas sem êxito, o Nazareno subiu no seu barco e lhe ensinou o poder de seguir a Sua palavra. (Lc 5:5 “Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes.”) No final daquele episódio um chamado mudou todo o sentido da sua vida. (Lc 5:10 “Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens.”) O chamado do Eterno trouxe toda a probidade de existência para Pedro. Que apesar de não a ter conhecido imediatamente, no decorrer dos dias, com a convivência e com a continuidade da Palavra sendo dita a ele, mais e mais foi gerando fé e sentido para sua vida, que agora se enxergava eterna.
Simão tinha sido chamado para seguir Jesus pescando vidas. Desde aquele momento sabia que era um seguidor de Jesus, um discípulo. E também sabia que devia imitar e fazer tudo o que Jesus fazia ou ensinava.
Dois verbos que definem nossa experiência com a vida, definem como reagimos às pressões: Ser e Fazer.
Quando Jesus chamou Pedro definiu o que ele seria – DISCÍPULO, e definiu o que ele faria – DISCÍPULOS.
Enquanto caminhava com Jesus, seguindo seus passos e sua orientações, Simão foi sendo penetrado pela vida eterna que lhe reconfigurava através da fé e do conhecimento bem experimental de que aquela vida era uma jornada com o Messias, com o Eterno. Por isso, a sua afirmação tão enfática: “só tu tens...”
Pedro agora vive com Deus, para Deus e através de Deus. Suas obras são produtos desta interação, mesmo quando ele vai pescar. Porque pescar com Jesus, para Jesus e através de Jesus é outra história.
Um dia o Nazareno passou na nossa praia. Viu-nos nos nossos afazeres. Percebeu até onde ia a nossa realização na vida. Analisou as nossas reações a todas as pressões que sofremos. Diagnosticou quem nós de fato somos, não o que nós nos fizemos ser. E com Santa vocação nos chamou. Chamou-nos para Si. E prognosticou as obras decorrentes do que somos com Ele, para Ele e nEle. Então, assim como Pedro, nos tornamos discípulos que aprendem a vida aos seus pés e pescadores de homens que conduzem pessoas aos mesmos pés. Hoje como povo chamado, somos propriedade exclusiva dEle, e nessa interação definimos toda a nossa existência.
Meu querido irmão, é de suma importância que você entenda esta matéria. Há uma vida muito significativa para ser vivida. Vida esta que não é superficial ou medíocre. Que também não é uma simples reação às circunstancias ou pressões da vida. Não é maçante e insignificante. Jesus lhe chamou para perto dEle e isso muda toda história. Nas mãos dEle você se torna a pessoa mais significativa da história. Através de você, Ele quer conduzir outros discípulos dEle para a excelência da vida.
Espero que nesse ano de 2011, enquanto estivermos estudando este assunto, possamos ser levados a um tipo de experiência que nos traga a plenitude da vida de uma forma tão abissal, que só possamos chamá-la de Vida Eterna.
Com muito Carinho,
Sávio
Enquanto Pedro só exercia sua profissão, mesmo que muito honrada e sendo ele cheio de experiência, lhe faltava ainda uma vocação. É isso que muitas vezes não conseguimos entender. Sempre fica faltando um sentido para nossa existência enquanto não vivemos aquilo para o que nós fomos constituídos para ser e fazer.
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