Como é impressionante o deserto!
Ele é um lugar inóspito. Sua aridez drena os flúidos, seu calor seca e queima até matar.
Seu terreno é inconstante, areias, montanhas de areia. Rochas, montanhas de rocha, uma superfície dando lugar a outra sem cessar.
Tempestades, cortantes, cegantes, abrasadoras. Sem água, sem frio, apenas uma pisa de vento solidificado por areia.
Sombra? Que sombra coisa nenhuma, a não ser quando tem nuvem carregada no Céu. Muito raro. Todo sinal de conforto, alimento, segurança, é muito raro.
Claridade incandescente. Toda paisagem reflete o brilho do sol, mesmo que com um tom amarelado, o que parece amplificar o poder da claridade.
Perigos por todos os lados. Animais peçonhentos, plantas e arbustos espinhosos, insetos atrás de cada sombra.
Beleza? Alguém já disse que não há alvorada e crepúsculo mais belos do que os que acontecem no deserto.
Em dois momentos do dia, durante o período em que a temperatura e a claridade estão mudando, o deserto se revela convidativo. Tudo nele se torna cartão postal. A experiência de estar nele, nestes horários, é maravilhosa, mas dura apenas cerca de uma hora cada momento desse.
Em dois momentos do dia, durante o período em que a temperatura e a claridade estão mudando, o deserto se revela convidativo. Tudo nele se torna cartão postal. A experiência de estar nele, nestes horários, é maravilhosa, mas dura apenas cerca de uma hora cada momento desse.
O que Jesus buscava no deserto? Por que ele saía para o deserto?
De uma forma que não se pode perceber `a primeira vista, há um “q” divino no deserto.
Este cenário é capaz de mostrar facilmente ao homem a sua pequenez.
Exposto aos elementos, o homem tem pouca possibilidade de viver.
Em apenas uma hora, no período mais quente do dia, pode se perder um litro de água. Insolação e falta de comida podem matar em apenas um dia.
O deserto mostra a morte e os limites humanos com muito maior evidencia aos sentidos.
Em apenas uma hora, no período mais quente do dia, pode se perder um litro de água. Insolação e falta de comida podem matar em apenas um dia.
O deserto mostra a morte e os limites humanos com muito maior evidencia aos sentidos.
Cada momento que se permanece vivo é sinal de providencia divina. O testemunho da grandeza de Deus se espalha até onde os sentidos podem captar. Cada nuvem que ocorre é prova de generosidade, cada alimento é milagre, cada gole d’água é divino, cada passo a mais é superação, todo abrigo e segurança é pura bondade de Deus.
No deserto a vida fica muito simples. O básico é o essencial e o essencial é o básico. Tudo é pouco, logo o pouco é tudo. Por pura realidade, a alma fica simples, honesta, esvaziada, autoconsciente, grata, suplicante. Simplesmente humilde.
Quando Jesus saía para o deserto era para orar. Buscava a face do Seu Pai Eterno. Era para orar. Era para buscar. Nosso Jesus sabia que precisava sair da zona de conforto da cidade, do ministério, das convivências e conveniências para orar, para buscar. Logo Ele, que era pura humildade, pura santidade, humanidade pura e pura divindade. Mas, é verdade, Ele saía ao deserto para orar.
De alguma maneira, era Sua intenção que soubéssemos que Ele ia ao deserto para orar.
Pode ser que Ele quisesse que nós tivéssemos um bom exemplo.
Pode ser que Ele simplesmente precisasse.
Pode até ser que fosse só para fugir do meio do povo para se concentrar melhor na oração.
Mas, o que é impressionante é que Ele ia ao deserto para orar.
Como é difícil tolerar a idéia de que Ele, na prática, parecia precisar mais de oração do que eu.
Como é difícil aceitar que sou tão prepotente que mesmo precisando de oração mais do que Ele, eu simplesmente vou levando a vida sem sair ao deserto para buscar e orar.
Prepotência, arrogância, auto-suficiencia, indulgencia com o pecado com nomes como pressa, ocupação, corre-corre, luta pela sobrevivência, cansaço, ministério, trabalho, família e outros.
Como é difícil aceitar que sou tão prepotente que mesmo precisando de oração mais do que Ele, eu simplesmente vou levando a vida sem sair ao deserto para buscar e orar.
Prepotência, arrogância, auto-suficiencia, indulgencia com o pecado com nomes como pressa, ocupação, corre-corre, luta pela sobrevivência, cansaço, ministério, trabalho, família e outros.
O que Jesus tinha na oração? Deus, Ele tinha Deus dirigindo cada passo, palavra, acontecimento. Jesus tinha na oração Sua alma suprida de Sua necessidade de Deus, mesmo sendo Ele Deus. Jesus tinha aquilo que um homem pode ter através da oração.
O que eu tenho na minha vida sem oração? Problemas se transformando em gigantes, o ego se tornando egocêntrico, a vaidade ditando a vida, a fome da alma virando pecados que são explicados pela dureza do coração, os sentidos entorpecidos, a saúde física sendo comprometida, a família sendo destruída, o trabalho se tornando enfado e auto-afirmação, a espiritualidade se tornando um deserto. Tenho tudo o que um homem sem Deus tem: uma vida sem Deus.
Penso que quando não vamos ao deserto por livre espontânea vontade, Deus deixa a nossa vida virar um deserto com o propósito de demonstrar:
a nossa inospitalidade ao Espírito Santo,
a nossa aridez de bondade,
a nossa inconstância e superficialidade espiritual,
a nossa cegueira abrasadora para decisões em tempestades,
a nossa insegurança produzida por qualquer sombra,
a nossa incandescente necessidade de claridade diante da integridade,
a nossa dura realidade de nos tornarmos perigosos para todos, com espinhos e peçonha ferimos até a nós mesmos,
a nossa beleza só sendo vista em esporádicos momentos a cada dia.
Jesus tinha uma boa relação com deserto. Ele chamava esta relação com o deserto de - Oração.
Por isso, do Seu interior fluíam rios de água viva.
O Senhor prometeu a todos aqueles que o buscassem e andassem na Sua presença que até em lugares áridos eles seriam como mananciais de águas.
Jesus é a prova de que quem busca encontra.
Por isso, do Seu interior fluíam rios de água viva.
O Senhor prometeu a todos aqueles que o buscassem e andassem na Sua presença que até em lugares áridos eles seriam como mananciais de águas.
Jesus é a prova de que quem busca encontra.
Qual é a sua relação com o deserto?
Pr. Sávio
Um barco sempre me faz lembrar de Jesus...mas a madeira lembra a cruz!!!
ResponderExcluirEu viajo muito,neh?! kkkkkkkk
Obs: ficou lindo o blog e melhor ainda,pq está com a cor da fonte destacada da cor do fundo.
=)
Vou utilizar esse texto para um estudo com meus colegas de trabalho. Benção!!!
ResponderExcluir(y)
ResponderExcluirAmém Deus abençoe sua vida cada vez mas ...DESERTO nus ensina lições que Canaã jamais vai ensinar...
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